Após o bloqueio de 59 aplicativos relacionados à China ou empresas do país, a Índia estaria considerando banir outros 275 apps pelo mesmo motivo. A lista, segundo o jornal indiano The Economic Times, inclui pesos-pesados como o game PUBG e a plataforma de comércio eletrônico AliExpress.
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Uma fonte ouvida pelo jornal afirmou que a lista é provisória, mas o governo deverá investigar os apps considerando riscos à segurança nacional e à privacidade dos usuários no país. Autoridades da Índia consideram que o processamento de informações de cidadãos do país por empresas chinesas pode ameaçar a soberania nacional.
A lista de companhias na mira da investigação inclui nomes como Xiaomi, Tencent e ByteDance (a dona do TikTok). Até mesmo empresas europeias — caso da finlandesa Supercell — estão sob suspeita, graças a participação acionária de grupos chineses.
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A lista completa de apps não foi divulgada pelo site. No caso do PUBG, um eventual banimento teria fortes consequências, já que o país responde por cerca de 24% do número de instalações do game, segundo dados da consultoria Sensor Tower.
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Tensão na Ásia
O crescente sentimento anti-China na Índia foi impulsionado após brigas entre soldados dos países na região de fronteira no Himalaia. O que começou como pequenos desentendimentos logo escalou para um reforço das tropas na região por parte das duas potências nucleares.
A primeira lista de aplicativos chineses banidos pelo governo indiano incluiu nomes como TikTok, Baidu, Clash of Kings, Weibo, WeChat e ES File Explorer.
Além do bloqueio de apps, medida classificada pelo governo de Pequim como “seletiva”, as decisões do governo indiano contra o país vizinho chegaram a impactar o fornecimento de componentes para a fabricação de eletrônicos no país, incluindo iPhones.
Do outro lado do Pacífico
Outro país que cogita bloquear aplicativos chineses são os Estados Unidos. Neste caso, o motivo não tem origem militar, mas o argumento adotado também é a da “segurança nacional”. A informação foi dada pelo secretário de estado do país, Mike Pompeo, em entrevista a um canal de televisão local.
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Fonte: Canaltech