O Procon-SP divulgou nesta terça-feira (18) que as reclamações contra os Correios cresceram quase 400% em um ano. Os dados são referentes aos períodos de janeiro a julho de 2019 e 2020. No começo deste ano, o órgão registrou 2.812 reclamações contra a estatal, contra 564 no período anterior, um aumento de 398,58%.
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Segundo nota do Procon-SP, grande parte ocorre por conta do não-fornecimento do serviço e também no período de início da quarentena. “Fazendo um recorte para o período de pandemia – março a julho 2020 (2.499) – o aumento chega a 514% em relação ao mesmo período do ano passado (407)”, aponta o órgão.
O que fazer na greve dos Correios?
A publicação dos dados do Procon-SP aconteceu no mesmo dia em que os funcionários da estatal decretaram greve por tempo indeterminado. Eles pedem reajustes salariais e revogação de reduções em direitos trabalhistas, além de serem contra a privatização da companhia.
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A categoria denuncia o corte de 70 benefícios da classe, como vale-alimentação, auxílio-creche e reduções de até 30% no adicional de risco. Além disso, a federação afirma que a empresa dá lucro e que há uma discrepância elevada entre os salários da diretoria e dos funcionários.
Segundo o Procon-SP, os Correios publicaram medidas para o consumidor para este período, a fim de evitar problemas. De acordo com a estatal, caso a entrega não ocorra, é possível ter o dinheiro do envio de volta. “Nos casos de danos morais ou materiais pela falta da prestação do serviço, cabe também a indenização por meio da justiça”, informa o Procon-SP.
Para quem compra de empresas que usam entregas pelos Correios, a responsabilidade é de quem efetuou a compra em procurar uma nova forma de envio para o consumidor dentro do tempo estipulado.
No caso de boletos, as empresas são obrigadas a fornecer outra forma de pagamento aos consumidores. “Não receber a fatura, boleto bancário ou qualquer outra cobrança, que saiba ser devedor, não isenta o consumidor de efetuar o pagamento”, lembra o Procon-SP.
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Fonte: Canaltech