Não é de hoje que a luta contra coronavírus vem ganhando novos aliados: robôs. E a mais nova instituição a aderir a isso é a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Na última quarta-feira (29), foi feito o anúncio de que um robô instalado em Ribeirão Preto (no Supera Parque de Inovação e Tecnologia, que funciona no campus da USP) vai fazer mil testes diários para detectar a COVID-19 na população. Basicamente, esse robô vai fazer o exame PCR, detectando o RNA (material genético) do SARS-CoV-2 nos pacientes que chegam às unidades de saúde.
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A ideia é monitorar o paciente e fazer com que ele fique em isolamento social. Segundo Rodrigo Stabeli, diretor da Fiocruz em São Paulo, que tem sua sede na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, a cidade vive o pico da doença, situação essa que prevê persistir até outubro.
Stabeli conta que a Fiocruz intensifica suas ações em duas frentes, contando com as parcerias da Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto, do Supera Parque de Inovação e Tecnologia e da USP. Numa delas, faz o acompanhamento dos profissionais de saúde que atuam na linha de frente contra o novo coronavírus. Na outra, atua junto à população que procura as unidades de saúde. Vale ressaltar que o robô em questão já entrou em operação e vai permitir aumentar o cerco à doença, mas Stabeli chama a atenção para a responsabilidade social de todos se protegerem.
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Robôs na luta contra a COVID-19
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Desde março, já tínhamos visto robôs ajudando na luta contra o coronavírus, e na primeira quinzena de julho foi publicado um estudo de pesquisadores da Universidade Autônoma de Barcelona e da Universidade Pompeu Fabra, referente à utilização de robôs em decorrência da pandemia. Ao todo, de acordo com essa pesquisa, mais de 195 robôs de 66 modelos diferentes foram implantados em hospitais, centros de saúde, aeroportos, edifícios de escritórios e outros espaços públicos e privados em 35 países, como China, EUA, Tailândia e Hong Kong.
No caso, os hospitais lideraram a lista, com 104 robôs implantados no total, seguidos por casas de repouso (24), transporte (13), escolas e universidades (9), aeroportos (8), hotéis (8), parques e ruas (8), restaurantes (6), escritórios (5), shoppings (5), lojas (3) e postos de controle de rodovias (1). Em termos geográficos, a China teve a maior concentração, com 56 implantações, seguidas pelos EUA (34), Tailândia (20), Bélgica (14), Hong Kong (13), Índia (10) e Holanda (5).
Em maio, a USP iniciou a fase de testes de um robô transportador hospitalar. O equipamento, inicialmente idealizado para levar medicamentos entre as alas do Hospital Universitário da USP, está sendo readequado para uma nova demanda: o transporte de remédios, exames e documentos, de forma a atender aos protocolos rígidos que o coronavírus trouxe, como o mínimo contato entre os pacientes.
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Fonte: Canaltech