Diante dos riscos do aquecimento global, a Organização Mundial de Médicos da Família (Wonca), que representa três milhões de profissionais de saúde em todo o mundo, publicou uma carta aberta no último sábado (29), pedindo o fim do uso de combustíveis fósseis e incentivando outras ações climáticas urgentes.
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“Nós, médicos de família, médicos e profissionais de saúde de todo o mundo, apelamos aos líderes mundiais para que tomem medidas urgentes para salvaguardar a saúde da população global diante da crise climática”, afirma a entidade no documento. Em paralelo, um abaixo-assinado online também foi criado para estimular ainda mais apoiadores para o movimento.
Crise climática e saúde pública
“As alterações climáticas já provocam impactos generalizados na saúde humana”, afirmam os médicos, membros da organização mundial. “Como profissionais de saúde da linha da frente, respondemos cada vez mais às necessidades de saúde desencadeadas pela crise climática”, acrescentam.
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No último verão do Hemisfério Norte, as ondas atípicas de calor provocaram mortes e aumentaram a demanda por atendimentos médicos. Porém, este pode ser apenas um prenúncio do futuro a ser enfrentado pela humanidade, já que a tendência é que se tornem mais comuns.
No pior dos cenários, se as mudanças climáticas levarem um aumento de 2 °C na temperatura média global até 2100, consequências ainda mais graves são previstas para a saúde da humanidade. Em estimativa conservadora, esta elevação das temperaturas pode provocar um bilhão de mortes associadas ao aquecimento, segundo estudo.
Problemas da poluição para saúde
O aumento de temperaturas não é o único problema que poderá impactar a saúde diante da crise climática, já que a poluição causada, em partes, pelos combustíveis fósseis, também afeta significativamente e gera problemas médicos.
Por exemplo, relatório da Agência Europeia do Ambiente (AEA) aponta que a poluição ambiental é responsável por aproximadamente 10% dos casos de câncer em toda a Europa. Em particular, a poluição atmosférica está associada a cerca de 1% de todos os casos de câncer no continente, mas corresponde a 2% de todas as mortes pela doença.
No mundo, a Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que a poluição e a baixa qualidade do ar inalado já sejam responsáveis por cerca de 4,2 milhões de mortes todos os anos. As estimativas podem aumentar, se as emissões de gás carbônico não forem controladas nos próximos anos.
O que reduzir o impacto?
“Se quisermos ter alguma hipótese de impedir o aquecimento de 1,5 °C [do planeta] e travar a escalada da emergência climática na área da saúde, temos de acabar com o uso dos combustíveis fósseis”, afirma a carta da Wonca.
Para alcançar o objetivo, os médicos atentam para quatro principais ações capazes de impedir o aquecimento global:
- Impedir a expansão de novas infraestruturas voltadas para o uso de combustíveis fósseis;
- Eliminar gradualmente a extração e a utilização já existente de combustíveis fósseis;
- Eliminar os subsídios governamentais aos combustíveis fósseis e investir em energias renováveis;
- Acelerar o incentivo a uma transição energética justa e que responda às necessidades dos indivíduos, das comunidades e dos países para se afastarem dos sistemas energéticos de combustíveis fósseis e se aproximarem de economias mais diversificadas, resilientes e inclusivas, alimentadas por energias renováveis.
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Fonte: Canaltech