A VW Brasília nasceu em junho de 1973, a pedido de Rudolph Leiding, presidente da Volkswagen à época, e recebeu esse nome como forma de homenagear a capital federal. Cinco décadas depois, o modelo que popularizou os hatches no Brasil ainda é lembrado como um dos mais icônicos da história da marca.
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A própria Volkswagen sabia exatamente o que estava lançando ao apresentar o carro brasileiro que, em pouco tempo, ganhou o mundo. “Uma nova tendência estilística para o automóvel brasileiro”, resumiu a montadora, ao desbravar o hatch para o mercado verde-amarelo no início da década de 1970.
O sucesso da Brasília foi tanto que o carro derivado do Fusca, outro “campeão de bilheteria” da Volkswagen, chegou a ser exportado para mais de 25 países, incluindo grandes centros, entre eles México e Portugal, e até mesmo destinos menos badalados do segmento automotivo, como Nigéria e Filipinas.
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Como era a Volkswagen Brasília?
Criada pelas mãos de engenheiros e técnicos brasileiros, desde o projeto de estilo de carroceria aos protótipos, a Volkswagen Brasília tem seu traço de design assinado por Marcio Pianscatelli. O responsável pelo visual do hatch surpreendeu (e conquistou) o mundo ao incorporar um enorme para-brisa dianteiro ao carro, algo incomum à época.
Em entrevista para o Canaltech, José Carlos Pavone, Head de Design para as regiões América do Norte e SAM, elogiou o trabalho de todo o time envolvido no desenvolvimento da Volkswagen Brasília, e destacou que o modelo foi um marco para o segmento dos hatches no país.
“A importância dos modelos desenvolvidos no início da história do estúdio de Design da Volkswagen do Brasil prova que sempre houve um comprometimento muito grande do time de designers brasileiros em demonstrar sua capacidade de criar produtos voltados para as necessidades da nossa região, acompanhando as tecnologias e características de mercado de seu tempo”.
As tecnologias citadas por Pavone incluíam, principalmente, os recursos de segurança embutidos na Volkswagen Brasília. O carro brasileiro que conquistou o mundo tinha painel acolchoado, freios a disco na dianteira, trava especial no capô dianteiro e algo revolucionário para a época.
A fabricação da Brasília foi feita em cima de uma estrutura já desenvolvida para absorver a energia cinética em casos de colisão, preservando o habitáculo e a segurança dos ocupantes.
Motorização de respeito
A VW Brasília foi lançada no mercado brasileiro com um motor refrigerado a ar de 1.600 cm³ de 4 cilindros e 60 cavalos de potência. A configuração dava ao carro força para ir de 0 a 100 km/h em 23 segundos, hoje uma “eternidade”, mas um número bastante aceitável para a época.
Em menos de dois anos, ficou mais “nervosa”, com a versão de dois carburadores que fez a potência saltar para 65cv. Em 1976, o hatch recebeu sua primeira versão com 4 portas, fato que ajudou a alavancar as vendas do modelo, o segundo da marca a atingir 1 milhão de unidades emplacadas.
A Volkswagen Brasília também tinha como característica marcante a grande capacidade de carga, graças ao porta-malas dianteiro de 135 litros e ao bagageiro interno, de 273. O hatch permaneceu nas linhas de montagem até 1982, ano em que se despediu oficialmente.
Estrela da música
Um capítulo curioso da história da VW Brasília é que o hatch também fez sucesso no campo do entretenimento. O carro brasileiro que conquistou o mundo ficou imortalizado na letra da música Pelados em Santos, dos saudosos Mamonas Assassinas.
A Brasília Amarela, com suas “portas abertas”, invadiu as rádios de todo o país e se tornou a mais tocada do Brasil em 1995.
Brasília na Garagem VW
Diante de tamanha importância para o mercado brasileiro e para a história da marca, a montadora, como forma de homenagear o cinquentenário da Brasília, divulgou imagens de um modelo que hoje faz parte da Garagem VW ao lado de outros ícones.
A Brasília exposta em São Bernardo do Campo é versão LS, pintada na cor verde mármore metálica e, no interior, apresenta revestimento vinílico nas portas e laterais de bancos, detalhes em madeira no painel e um relógio do lado esquerdo do quadro de instrumentos. Além disso, ostenta acendedor, bancos dianteiros com encosto para a cabeça e desembaçador traseiro.
O exemplar histórico, nunca emplacado, tem menos de 500 milhas assinaladas em seu hodômetro e jamais rodou fora das instalações da fábrica da Volkswagen localizada na Rodovia Anchieta.
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Fonte: Canaltech