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Segunda-feira, 13 de Maio de 2013 - 19h05

Professores municipais entram em estado de greve

Brasil 247

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PE247 " O Sindicato Municipal dos Profissionais de Ensino da Rede Oficial do Recife (Simpere) decretou estado de greve para os docentes da capital pernambucana. A categoria reivindica o pagamento mínimo salarial para os 5.494 professores da rede, que é de R$ 1.567. O valor está previsto em uma resolução do Ministério da Educação (MEC), que concedeu este ano um reajuste de 7,97% sobre o salário de 2011 (R$ 1.451) para o piso salarial dos magistérios em 2013. De acordo com o sindicato, caso a categoria entre em greve, 29 mil alunos ficarão sem aula na capital pernambucana.

Sobre a questão salarial, a diretora de Comunicação do Simere, Cláudia Ribeiro, afirma que os docentes recebem R$ 1,3 mil e não o piso previsto por lei. "Existe uma pauta de reivindicações acumuladas e outras incorporadas que não foram atendidas pela prefeitura", acrescenta. A dirigente informou que, na próxima semana (sem data definida), a categoria realizará umanova  assembleia para decidir se entrará ou não em greve.

Além do cumprimento do piso salarial, os docentes reivindicam melhores condições estruturais das escolas e a abertura para a adesão ao Plano de Saúde por parte dos professores. "Desde 2007, a prefeitura não abre adesão para os docentes sob o argumento de que isso aumentaria as despesas", afirma Cláudia Ribeiro. A categoria pede, também, aumento do ticket alimentação de R$ 12 para R$ 22. "É um aumento baseado em pesquisa do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), que aponta para a necessidade de reajuste no preço", disse a dirigente.

Outra reivindicação é a implantação das aulas-atividades, pois, segundo a legislação, os professores devem reservar 1/3 de suas cargas horárias semanais para estas atividades, conforme a Lei Federal 11.738/2008. Porém, em janeiro deste ano, a Procuradoria do Município entrou com um pedido para suspender essa garantia. A justificativa é a de que esta medida prejudica o cumprimento das 800 horas aula anuais. Em consequência, o Executivo municipal teria de contratar mais docentes, o que não é possível até o momento, segundo a prefeitura.

Para a diretora de Comunicação do Simpere, Cláudia Ribeiro, a greve é apenas o resultado mais visível de uma desvalorização contínua do ensino. "Os alunos são afetados todos os dias pela falta de valorização do professor e pela precarização do ensino nas escolas".

 












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